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Em ordem descrecente, óbvio, suspense é tudo:
5) SOLID AIR - JOHN MARTYN
Lembro como se fosse hoje que estava eu lá tranquilamente ouvindo a trilha sonora da primeira temporada de Skins, quando pensei "legal essa cópia de Jack Johnson, vou atrás". Era a faixa do Martyn, esse escocês louco na ativa desde os anos 60 que hoje está velho e que sempre foi gordo, mas que me dá uma crença medonha em tudo aquilo que eu não consigo fazer: a simplicidade.
4) PERFECTO - DANI UMPI
É claro que ele está aqui só porque eu gay e claro que eu o conheço só proque me interesso por cultura homossexual, mas nesta bosta de texto as palavras "best" e "world" ainda não co-ocorreram em uma sentença. Pois bem, o Dani é talvez o único fenômeno antropológico que realmente me move a pensar, ele deve ser o único uruguaio que conhece a canção "Bola de Fogo" e é uma figura que nem a Espanha com suas drags foi capaz de conceber tal a singularidade dessa criatura num ambiente que parece tão avesso quanto o seu país.
Seus modelos de transexualidade, de perversão de lógicas primárias sobre definição de sexualidade são todos chupados do Brasil, apesar da tradição em língua espanhola nisso, e me angustia que as novelas dos oito da Globo há anos esquartegem um único esteriótipo de homossexual numa seqüência de personagens polêmicos cuja trajetória é decidada pelo quanto eles são acatados pela audiência (e isso inclui inclusive as atrizes!). E pra isso, dá-lhe humor latino da pior cartegoria e lésbicas sutis.
A questão é: tudo isso não se reflete nas músicas... elas são só divertidas, totally just wanna have fun, carnaval. Desmontar, perverter e entender uma letra do UDR é muito mais útil na construção de um auto-discurso homossexual do que ir na do Dani, pelo menos deste álbum.
O problema é: a identificação. Me é impossível ouvir certas faixas e não virar seus eu-líricos (lyrics have thoses things?) automaticamente! Eu penso nas mesmas coisas e sinto as mesmas coisas toda santa vez que ouço Hoy no voy a salir! É viciante e bem-feito, acho as músicas musicalmente boas, com efeitos que não a tornam óbvias, com artifícios boas para que p ouvinte não durma durante as enumerações.
O Dani me faz pensar e o álbum me agrada, é isso.
3) HOBOSAPIENS - JOHN CALE
Eu fazia 18 anos, ainda tava engulindo a USP e tentando colá-la esquizofrenicamente no que eu havia vivido até ali, entrei no Carrefour de Diadema com 30 reais na mão e me dirigi à gôndola de promoção de cds, onde comprei um álbum do Jay Vaquer, o 1º dos The Vines e este HoboSapines do Cale, importado, só (eu já reconhecia o nome Magritte?) porque gostei da contracapa branca com um cara andando.
Ouvi por meses só Look Horizon, pirando com o fato de no encarte estar escrito there e ele falar here na canção. Não sei qual era meu nível de inglês na época, só sei que aqueles barulhos de navios que eram substituídos por uma voz rouca falando de uma mãe que apesar de tudo me amava numa esteira de navios, ou algo do gênero, e que estava na cozinha, louca e, isso eu era capaz de entender: in over her head...
Pronto, era o álbum mais importante da minha vida, até hoje ouvi ele inteiro poucas vezes de uma vez só e tive que ouvir muito indie e alternativo pra ouvir Read my mind inteira e cantarolar junto.
Além disso, esse álbum é arrogante pra caralho.... mas funciona! Acho que é essa a esperança que tenho nele, não sei.
2) NARA- NARA LEÃO
NARAAMAMAMMRMASNAANARANARANARANARANARANARANAATANANANARANARANARANARANARNARANBATANAANAANARANARANRANARABARANARN ARANARANARANARANARANAANARANARABNARANARTANARTANATANATAAANARANARABNRABAANATANATANATANATANARANRANANANANARANRANAR.
1) PRESS COLOR - LIZZY MERCIER DESCLOUX
SUSPENSE!



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